Após uma longa odisseia a qual muitos acompanharam aqui, se deu o término de entrega e correções das crônicas solicitadas aos alunos. A que vocês lerão neste espaço, ganhou o direito de publicação por tratar-se de uma das poucas que foram entregues dentro do prazo e cujo tema, a aluna brilhantemente, escolheu falar do próprio ato de produção.
Mesmo tendo ela ficado decepcionada com sua média final, eu diria que eu fiquei muito satisfeita com seu desempenho e acredito, que sendo ou não uma crônica de última hora, o tema não saiu do Google e ela pode orgulhar-se de ler seu próprio nome ao final do texto.
Crônica versos crônica
Minha professora de português solicitou uma crônica à classe valendo boa parte da nota final. Como sempre, a maioria deixou para executar a tarefa nos últimos dias para o término do prazo.
Esta mesma maioria, como de costume, acesa a internet com a esperança de encontrar algo que satisfaça as expectativas de sua superior, porém, apenas para conseguir uma nota razoável a ser lançada em seu boletim e depois mostrar a todos como se merecesse algum tipo de ‘prêmio’ pela nota conquistada. Mas os alunos não deveriam querer destacar-se e mostrar à professora um trabalho que não só os satisfizessem, como também a surpreendesse com algo criativo e o mais original possível?
Pois é, porém não podemos nos esquecer de que estamos nos referindo às escolas publicas de São Paulo. Os professores nunca são capazes o suficiente e o governo também não ajuda com a manutenção da mesma. Será? Ou será que esses ‘queridinhos’ só querem saber de ser empurrados pelo conselho no final do ano? De qualquer forma, foram eles à frente dos computadores e, sem o mínimo senso, puseram-se a pesquisar um assunto que do ponto de vista deles, pareceria interessante. Copiaram, outros resumiram, tudo tirado do vasto mundo da internet.
Conclui-se assim que a tarefa dada alcançou o máximo de cinco por cento de criatividade e, do ponto de vista do aluno, sendo realmente proveitoso; isto é, criativo apenas no momento da escolha do tema, pois o verdadeiro autor encontra-se ao final da página de sua pesquisa no Google.
Após a leitura e correção, a professora também percebeu o que havia ocorrido: crônicas de última hora.
Agora, acho justo revelar que eu também tive de fazer uma e é exatamente a que você acaba de ler. A questão é: pode ser esta também uma das ‘crônicas de última hora’?
Lorenna Felix – 2C
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